Recomendação de adubação

06/03/2018 13:01

A adubação objetiva manter ou aumentar a quantidade de nutrientes do solo, de tal forma que as deficiências, em virtude da natureza do material de origem, do clima e do manejo, sejam resolvidas

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A adubação tem como objetivo principal manter ou aumentar a quantidade de nutrientes do solo, de tal forma que as deficiências do solo, em virtude da natureza do material de origem, do clima e do manejo, sejam resolvidas. “Quanto à recomendação de adubação, normalmente a tarefa consiste em estabelecer em que classe de teor está o resultado da análise, o que conduz as quantidades de P2O5 e K2O a serem aplicadas”, afirma Eurípedes Malavolta, professor responsável pelo Curso a Distância CPT Análise de Solo e Recomendação de Calagem e Adubação, em Livro+DVD e Curso Online. As quantidades de fertilidade recomendadas são específicas para cada cultura e divididas em adubação de plantio e cobertura.

I- Adubação Orgânica


A adubação orgânica pode ser compreendida como a utilização de resíduos orgânicos de origem animal, vegetal, agroindustrial e outros, com o fim de aumentar a quantidade de nutrientes do solo e melhorar as características físicas (estrutura) do solo.

- Esterco de origem animal

Este tipo de esterco merece uma atenção especial, pois é um adubo orgânico muito importante. Muito embora os estercos possuam todos elementos essenciais que uma planta precisa para desenvolver, são insuficientes para atender as quantidade exigidas pelas culturas. Uma boa opção é a mistura de adubos fosfatados com esterco, que apresenta as seguintes vantagens: aumenta a disponibilidade de fósforo; ajuda a reter a amônia; e reduz as perdas de nitrogênio. É importante, para evitar problemas com as plantas, curtir os estercos. As quantidades a serem aplicadas, dependem da cultura e do grau de pureza do esterco. Geralmente, essa proporção tem variado entre 10 a 100 t/ha de esterco bovino e pelo menos quatro vezes menos de esterco de galinha.

- Compostos

Na produção de um composto pode ser utilizado qualquer material vegetal. Os estercos de animais, resíduos da camada superficial do solo, ou fertilizantes, como a ureia e os superfosfatos, todos ricos em microrganismos, aceleram a decomposição dos restos vegetais, tornando o produto final enriquecido.

II- Adubação Química


- Adubação fosfatada: para a recomendação da adubação fosfatada, deve-se levar em conta a quantidade existente no solo, determinada pela análise e, também, a produtividade esperada e as diversas culturas.

- Adubação com nitrogênio: as plantas possuem uma alta exigência em relação ao nitrogênio quando se refere em uma boa produtividade. A matéria orgânica, constitui um grande reservatório desse nutriente, cerca de 95% do N do solo. Apesar disto, para que as culturas possam absorver este nutriente, depende de fatores climáticos, pois é preciso que haja a mineralização do N orgânico.

- Fertilizantes nitrogenados: em culturas anuais, o nitrogênio é parcelado em duas ou três vezes, sendo uma pequena parte no plantio, dependendo do ciclo da cultura da recomendação e tipo de solo. A partir do período em que a planta começa a fase de crescimento, aplica cerca de 2/3, em uma ou duas vezes; e em culturas perenes no período das chuvas o nitrogênio é aplicado de três a cinco vezes.

- Adubação com potássio: apesar do K não ser constituinte de qualquer estrutura das plantas, ou compostos, ele é essencial em quase todos os processos necessários para sustentar a vida da planta. O potássio é conhecido por desempenhar uma função vital na fotossíntese, na translocação de fotossintetizados, na abertura e fechamento de estômatos, na ativação de catalisadores (enzimas) de planta e em muitos outros processos.

- Adubação potássica: vários são os fatores que podem influenciar a adubação potássica (fatores de solo; fatores de plantas; fatores climáticos; fatores de manejo intensivo). Para maioria das culturas, o potássio deverá ser aplicado antes ou durante o preparo do solo, de forma que ele esteja incorporado na zona radicular pouco antes do plantio.

- Fertilizantes potássicos: a fonte mais barata e mais utilizada é o cloreto de potássio. Apenas com uma restrição quanto ao uso em altas dosagens por causa do seu teor de cloro, porque, em algumas culturas, ocorre uma sensibilidade. No entanto, na maioria das culturas isto não se aplica.

- Adubação com enxofre: para que se tornar disponível às plantas o S precisa passar por um processo de mineralização, pois no solo ele se encontra em maior quantidade na forma orgânica.

- Fertilizantes contendo enxofre: as principais fertilizantes minerais contendo enxofre são: sulfato de amônio; sulfato de potássio; sulfato de potássio e magnésio; sulfato de cálcio; superfosfato simples; enxofre.

- Adubação com micronutrientes: pelo fato das pequenas quantidades exigidas pelas plantas, as deficiências de micronutrientes são as últimas que aparecem em solos cultivados originalmente férteis. Por esta razão os micronutrientes são mais difíceis de estudar em solos. Apesar disto, grandes números de informações de pesquisa nas últimas décadas têm ajudado a interpretar o comportamento desses elementos.

- Fertilizantes contendo micronutrientes: são usados, como fontes de micronutrientes, sais e óxidos inorgânicos, silicatos e quelatos, isoladamente ou incorporado em formulações com macronutrientes. Os sais inorgânicos solúveis dos elementos são os principais fertilizantes. Insolúveis em água, são utilizados óxidos. Obtidos por fusão de silicatos com micronutrientes, os “fritas”, assim conhecidos os silicatos. Eles são comercializados com grande diversidade de nutrientes, no mínimo dois. (RAIJ,1997)

 

 

 

 

 

 

 

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