Recuperação e conservação de nascentes durante a estação seca!!!!

02/10/2015 22:50

CPT - Centro de Produções Técnicas

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Durante a seca, é bastante comum a redução da vazão de água das nascentes, ou ainda, o seu pleno esgotamento de água. Principalmente, em nascentes cujas encostas da área de drenagem e os topos dos morros não possuem florestas. Além disso, pode haver a presença de plantas freatófitas - plantas que usam a água do lençol freático, nas proximidades dos cursos d'água, que promovem esse fenômeno. As providências a serem tomadas, são o reflorestamento dos topos dos morros e das seções convexas, a bateção do pasto das seções côncavas e a eliminação de toda a vegetação freatófita existente nas proximidades da nascente.

Nesse caso, o reflorestamento dos topos dos morros e das seções convexas deve se iniciar a partir do topo da encosta e se prolongar até um terço dela. Esse procedimento permitirá que a água acumulada no lençol freático não seja absorvida, durante a estação seca, pelas raízes das plantas freatófitas e, assim, a vazão da nascente será restabelecida. No caso das nascentes que secaram totalmente, se for comprovado que a floresta é a principal responsável por sua extinção, deve-se deixar apenas um terço das árvores, a partir do topo das encostas e nas partes convexas.

Após o corte parcial da floresta, o solo da área desmatada deverá receber tratamentos especiais, visando à conservação do solo. Cada forma de ocupação da área sem floresta determinará quais os melhores procedimentos para a sua conservação. Deve-se ter muita atenção, quando as áreas de encosta forem ocupadas com pastagens, para que não ocorra uma compactação excessiva do solo. Na verdade, o que leva uma nascente a secar não é o desmatamento, mas sim, a diminuição da capacidade do solo em infiltrar a água da chuva através da sua superfície.

Para reduzir o grau de compactação do solo e os processos erosivos em áreas com pastagens, deve-se proceder à sua estabilização, para que, posteriormente, sejam adotadas as técnicas de conservação. A ocupação dessas áreas com vegetação rasteira resultará na camada superficial do solo, na sua melhor fixação, além de maior acúmulo de matéria orgânica, facilitando a penetração da água da chuva. Assim, a água que ficou armazenada no solo no período de chuvas, irá percolar até a primeira camada impermeável e alcançará a depressão na qual aparece a nascente.

A substituição da mata por pastagens, nas áreas de encosta, requer um planejamento adequado, para haver equilíbrio entre a quantidade de animais e a capacidade de suporte da pastagem. Uma alternativa que resulte no melhor aproveitamento do pasto e na menor compactação do solo é o pastejo rotacionado, ou seja, a subdivisão da área em piquetes.

Quando se deseja aproveitar as áreas de encosta, onde havia floresta, com cultivos agrícolas, as técnicas de conservação do solo adotadas deverão ser capazes de evitar a formação de erosão e a compactação do solo. Outro cuidado que se deve ter durante o procedimento de recuperação de uma nascente é o isolamento da sua área de contribuição dinâmica. Essa medida não permite o pisoteio de animais, evitando a compactação da área, além dos riscos de contaminação biológica do lençol freático.

Uma vez que o lençol freático encontra-se próximo da superfície do solo, não se deve implantar, nas proximidades dessa área, vegetação com grande capacidade de retirada de água.

Importante!

Os processos de recuperação e conservação das nascentes são bastante complexos. Por isso, aconselhamos que tais medidas sejam assessoradas por técnicos especializados.

Por Andréa Oliveira.

 

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